Sábado, 27 de Maio de 2006

Filmes de 2006 - O Código Da Vinci

O Código Da Vinci

O Código Da Vinci, todos falam dele e porque será? Porque motivo, o livro que agora deu origem a um filme, sempre esteve em volta de muita polémica? Porque será que Dan Brown conseguiu conquistar tantos leitores por este mundo a fora? Porque? Não sei!

Talvez eu seja uma das poucas pessoas que andam por ai que ainda não tenha lido o livro. Como sou um fanático a 100% pelo cinema e não tenho por hábito ler, aquilo que normalmente faço quando acontecem situações dessas - livro gera filme - é primeiro ver o filme e se gostar, leio o livro. Pois bem, eu já vi o filme que andou na boca de todo o mundo e creio que vou continuar a ser, uma das poucas pessoas que não leu O Código Da Vinci e que mesmo gostando do filme, não tenciona lê-lo.



Há uns tempos atrás, cheguei a pensar que as pessoas estavam possuídas pelo O Código Da Vinci. Deveria haver qualquer coisa no ar que andava a afectar a mente das pessoas, porque por onde eu andava só via pessoas agarradas ao livro. Era no comboio, no metro, no autocarro, no trabalho, era em todo o lado. Chegava-se ao ponto de eu estar sentado no comboio e todas as pessoas sentadas a minha volta terem o livro na mão. Muitas vezes, por causa dessas situações eu questionava-me a mim próprio: será que o livro é realmente fantástico ou será que é chique ter o livro consigo? Não vou responder a essa questão mas como conheço muitas pessoas que já leram o livro, acho que as opiniões são diversas. Muitos são aqueles que dizem que o livro é fantástico, com uma boa história e muito bem escrito, assim como existem muitos que dizem que o livro não vale nada. Eu como não conheço O Código Da Vinci (o livro) não posso prenunciar-me e por isso, como aquilo que pretendo é fazer a minha análise em relação ao filme, vou tentar esquecer o livro e pensar no filme como sendo um produto original sem ter sido baseado num best-seller.

Em poucas palavras, o filme conta a história do famoso professor Robert Langdon que é chamado ao museu do Louvre, onde um dos curadores foi assassinado, deixando atrás de si um misterioso rasto de símbolos e pistas. Com a sua vida em risco, Langdon desvenda uma série de chocantes enigmas escondidos nas obras de Leonardo Da Vinci, que conduzem a uma sociedade secreta dedicada a guardar um segredo antigo há 2000 anos.



Ron Howard conseguiu reunir neste filme um elenco de luxo onde à cabeça está o grande Tom Hanks. O actor já conseguiu alcançar uma carreira de respeito, com vários pontos altos na sua vida. No entanto, apesar do seu talento ser indiscutível neste filme não houve muitas possibilidades de o demonstrar, fazendo com que as verdadeiras estrelas do filme (na minha opinião) tenham sido Audrey Tautou, Ian McKellen e Paul Bettany. A actriz francesa que todo nos conhecemos d’O Fabuloso Destino de Amélie Poulain interpreta na perfeição a personagem Sophie Neveu. A sua personagem é tão forte que por vezes, acho que apaga um pouco a imagem do actor Tom Hanks, ou melhor, da personagem Robert Langdon que parece um pouco aparvalhada (será que ele também é assim no livro?) Outra personagem também muito forte é sem dúvida nenhuma a de Silas interpretado pelo Paul Bettany. A esse actor, só temos mesmo é que aplaudir porque ele, com o seu monge “fantasma” consegue fazer com que tenha-mos medo da sua presença, assim como também pena. Confesso! Com o Silas arrepiei-me todo. Em relação ao Ian McKellen que este mês esta em dose dupla no cinema como o Magneto no X-Men e como o Sir. Leigh Teabing apenas tenho a dizer que uma vez mais este grande actor deixou-se abrilhantar com o seu talento. Para além deles, o filme conta ainda com a presença de Jean Reno (Bezu Fache) e Alfred Molina (Bispo Manuel Aringarosa).



Em duas horas e meia, o filme andou sempre com a velocidade máxima. Compreendo que talvez não tenha sido fácil compactar toda a história do livro num filme, mas se eu tivesse a tarefa de realizar O Código, com toda a certeza colocaria mais meia hora de filme. Talvez assim, as coisas seriam contadas com mais detalhes. A história esta muito bem contada e dá que pensar. Eu não sou propriamente crente na história de Jesus Cristo e admito que entre a história que todos nós conhecemos a mais de dois mil anos, com a história apresentada neste filme, gosto muito mais da versão do filme e acho até que muitas coisas fazem sentido. Mas isso é indiferente!

Como filme, O Código Da Vinci surpreendeu-me. Verifiquei que não faz qualquer sentido toda essa polémica. É um filme, é uma história. Uns gostam, outros não. E não faz qualquer sentido questionar se a história tem um que de verdade ou não. Eu gostei do filme e acho que esta muito bem feito. Ron Howard esta de parabéns. Conseguiu fazer um filme com muitos mistérios, alguma acção e fez com que as duas horas e meia de filme fossem bem passadas.

Riccardo às 10:40
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Quinta-feira, 25 de Maio de 2006

Filmes de 2006 - X-Men: O Confronto Final

X-Men: O Confronto Final

Cheguei agora mesmo a casa depois de uma ida ao cinema. Obviamente, por hoje ser dia 25 de Maio e por ter estreado o filme muito falado neste blog nesta ultima semana, o X-Men: O Confronto Final, fui vê-lo e acho que amanha... vou vê-lo novamente! É que depois de ter visto os blogs Cool 2 Ra, CineBlog e Viciados em Cinema e TV, e depois de também ser alertado pelo jovem da bilheteira do Alvaláxia dos segundos que se seguem logo após o final da ficha técnica, lá fiquei eu (como muitos!) a espera do momento crucial. Depois de ver aqueles breves segundos fiquei super intrigado, e a vontade que tive foi de voltar a ver o filme para então perceber aquela cena. E é o que eu vou fazer!

Fiquei muito tempo a espera deste Confronto Final entre Mutantes, Humanos e... Mutantes. Ao longo desta semana passada, dediquei grande parte dos posts do EVCine aos X-Men e isso porque tinha quase a certeza que este iria ser um bom filme. Agora que já o vi, acho que o filme superou as minhas expectativas mas... eu confesso! A verdade é que nunca fui adepto dos X-Men. Nunca peguei na Banda Desenhada e aquilo que conhecia dos X-Men era mesmo os desenhos animados que deram há algum tempo atrás na SIC. Lembro-me perfeitamente que na altura, detestava aqueles desenhos animados mas a minha irmã adorava. Acho que eram os desenhos animados preferidos dela e sempre tentava-os ver. Já eu, optava por outras coisas, pois não conseguia encontrar piada nenhuma naquelas personagens. Quando X-Men, O Filme estreou nas salas de cinema, se na altura não gostava dos desenhos animados, porque haveria eu de ver o filme? Por isso, não fui ao cinema vê-lo e só muito depois da sua estreia é que resolvi vê-lo em DVD, isto porque a minha irmã alugou-o. Ainda lembro-me que não gostei nem um pouco do filme mas... a vida tem dessas coisas e já não é a primeira vez, que de um momento para o outro passo a gostar de algo que antes não gostava. Foi no Verão de 2003 que num belo dia resolvo ir ao cinema. Como naquele altura ia quase todos os dias ao cinema, chegou um momento em que já tinha visto todos os filmes em cartaz excepto o... X-Men 2. E como queria ir ao cinema e não tinha outras opções lá acabei por ver o filme que julgava eu que não ia prestar para nada. Mas enganei-me. X-Men 2 surpreendeu-me imenso e foi um filme que eu adorei. Tinha uma boa história, uma boa acção, bons efeitos e quando dei por mim já estava a tornar-me um adepto dos X-Men (mas em especial, adepto da personagem Jean Grey). Adorei tanto esse filme que já o vi uma série de vezes e é por isso que a ansiedade de ver uma nova aventura dos X-Men, era muito grande. Mas tudo isto para dizer, que apesar de ter gostado muito deste Confronto Final, apesar de não ter saído da sala desiludido (muito pelo contrário!), confesso que gostei mais do segundo filme.
X-Men: O Confronto Final
Como já vos tinha dito, nunca fui propriamente um grande adepto dos X-Men, por isso pouco conheço da história de cada personagem, mas se há personagem que sempre fascinou-me foi a de Jean Grey (Famke Janssen). Fiquei muito admirado, quando no segundo filme, ela morre no final e agora nesta terceira parte ela regressa. Não propriamente como Jean Grey mas sim como Fênix Negra, uma outra face de Jean que eu desconhecia por completo, mas que os mais atentos ao X-men (como a minha irmã), já a conheciam perfeitamente.

Nesta terceira parte dos X-Men, tal como o nome do filme indica, os mutantes resolvem fazer um confronto. Onde de um lado encontram-se os mutantes liderados pelo Magneto (Ian McKellen), do outro lado, os mutantes da equipa do Professor Xavier (Patrick Stewart) e entre esses dois lados de mutantes encontram-se os humanos. Todo esse confronto começa por causa dos humanos, pois são eles que criam uma "cura" para a mutação, dando aos mutantes a possibilidade de manter aquilo que os faz únicos, ainda que isso os isole e os afaste do resto da sociedade, ou desistir de seus poderes para serem aceitos por ela. Com isso, os líderes dos mutantes, com pontos de vista opostos – Charles Xavier, que prega a tolerância, e Eric Lensherr (Magneto), que acredita na sobrevivência dos mais fortes –, têm de enfrentar o maior teste de todos: começar a guerra que irá por fim a todas as guerras.

X-Men 3 reúne as estrelas dos dois primeiros filmes X-Men: Hugh Jackman como Wolverine, uma máquina de combate solitária que possui impressionantes poderes de cura, garras de adamantium retrateis e a fúria de um animal; Halle Berry como Tempestade, que pode manipular todas as formas de clima - e voar; Ian McKellen como Magneto, um mutante poderoso capaz de controlar e manipular metais; Patrick Stewart como Xavier, telepata, fundador e líder dos X-Men; Famke Janssen como Jean Grey, uma mutante com um poder incalculável, sendo a mutante com a força mais poderosa; Anna Paquin como Vampira, que absorve o poder e ameaça a vida de qualquer pessoa que ela toque; Rebecca Romijn como a mutante capaz de metamorfose Mística; James Marsden como Ciclope, cujos olhos lançam um raio de energia que podem rasgar montanhas; e Shawn Ashmore como o Homem de Gelo, que pode reduzir a temperatura de seu corpo e irradiar frio intenso; entre tantos outros personagens novos que aparecem na trama.
X-Men: O Confronto Final
X-Men: O Confronto Final foi apresentado como o clímax da trilogia X-Men, e todo o filme desenrolou-se dando a sensação de que é realmente o fim. Devido a cura encontrada pelos humanos que provem de um menino especial, alguns personagens importantes na história perdem os seus poderes e tornam-se humanos, outros personagens, também importantes acabam por morrer mas... será mesmo este o fim da saga X-Men? Acho que isso agora depende da imaginação de cada um. Eu pessoalmente, acho que ainda existe material para dar continuidade a história, por causa dos segundos finais que vemos antes e depois da ficha técnica.

Com bons efeitos, com uma boa história, com um bom elenco... valeu a pena esperar! O filme esta magnifico. Tem uma boa dose de acção mas também de emoção. Eu, voltarei a ver o filme mas... a semana dedicada ao X-Men, termina por aqui!

Riccardo às 20:57
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Terça-feira, 16 de Maio de 2006

Filmes 2006 - Firewall


FIREWALL

Finalmente ontem resolvi deixar a preguiça de lado e fui ao cinema. Já não era sem tempo! No entanto, acabei por ver um filme contra a minha vontade. É que com as pessoas que fui, eles não gostavam de filmes de terror e por isso os filmes que eu queria ver tiveram que ser descartados. A única opção, foi ver um filme que já estreou há algum tempo mas que nunca me chamou a atenção. Estou a falar de Firewall com Harrison Ford, um filme que vi e logo percebi o porque de nunca ter tido vontade de o ver.

A sensação que tive no final do filme foi de já o ter visto imensas vezes, só que com uma diferenças, o elenco era outro. Tudo o resto era igual a tantos outros filmes do mesmo género e por isso acabei por não achar piada nenhuma ao filme, por já estar cansado de história do tipo de Firewall.

O filme conta a história de Jack Stanfield (Harrison Ford). Ele é um especialista em segurança e trabalha para um banco, onde criou os mais eficazes sistemas de segurança para proteger o património financeiro do banco contra as ameaças dos hackers. É casado com Beth (Virginia Madsen) e juntos levam uma vida muito feliz ao lado dos seus dois filhos sem nunca imaginarem, que há imenso tempo estão a ser vigiados pela equipa de Bill Cox (Paul Bettany). Bill tem estudado todos os passos de Jack e da sua família para que depois possa pôr o seu plano em acção, que é raptar a sua família dentro da sua própria casa e fazer com Jack colabore com ele, no assalto ao banco que ele  protege.
Firewall Por estar tão bem protegido, só mesmo alguém de dentro seria capaz de fazer uma transferência de 100 milhões de dólares. Por isso, o trato é simples, Jack faz a sua parte transferindo o dinheiro para a conta de Bill e assim a sua família sai sã e salva das mãos do vilão. Mas as coisas não vão ser fáceis nem para Jack nem mesmo para Bill. Inicialmente Jack não esta disposto a colaborar mas ao perceber que Bill é mesmo capaz de tudo para conseguir o dinheiro, chegando ao ponto de matar os seus ajudantes, Jack toma outra atitude e resolve enganar o seu próprio sistema de segurança.

O filme não traz nada de novo, muito pelo contrário, acho que ideais como essa do filme já foram varias vezes passadas pelo cinema. E o que mais chama a atenção neste filme é mesmo o Harrison Ford que apesar dos seus 63 anos continua em boa forma para ser o herói do filme e captar todas as atenções. De resto o filme não me chamou a atenção em mais nada e logo no principio do filme, já conseguia ter a noção de como seria as cenas seguintes e da forma quase ridícula de terminar. Mas apesar de tudo isso, finalmente sai de casa, fui ao cinema, passei um bom momento mas só recomendo este filme para quem gosta muito do Harrison Ford porque na minha opinião pessoal, o filme não passa das 4 estrelas, e mesmo assim...

Riccardo às 10:41
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Quinta-feira, 11 de Maio de 2006

Filmes 2006 - O Novo Mundo


The New World

The New World é simplesmente maravilhoso! É assim que eu caracterizo este novo filme de Terrence Malick que tem como protagonistas Colin Farrell, Christopher Plummer, Christian Bale e a grande revelação Q'Orianka Kilcher. O filme esta muito bem feito e tudo esta realmente muito bonito. São as imagens, paisagens, são os diálogos e a poeisia, é a caracterização de cada um dos personagens, é a descoberta do verdadeiro amor, tudo... tudo é mágico neste filme. Por isso, palavras para que?! Vejam O Novo Mundo e comprovem com os vossos próprios olhos, com os vossos ouvidos todas as sensações magníficas que o filme nos proporciona.

The New World

Riccardo às 09:56
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Domingo, 7 de Maio de 2006

Filmes 2006 - Missão Impossível 3


Missão Impossível 3

Apesar de ter gostado desta nova missão do agente Ethan Hunt, não sei porque mas no final do filme sai da sala com uma estranha sensação de desilusão. Acho que esperava algo muito mais do filme. E por ser realizado por um dos grandes génios da TV actual, J.J. Abrams criador de séries como Lost e Alias, criei grandes expectativas em torno deste M:I:III, que no final não superaram essas minhas expectativas. Mas mesmo assim, posso afirmar que seja um bom filme, recheado de muita acção e efeitos especiais.

Sempre fui um grande admirador da série Missão Impossível e pelo que sei a série esta a ser novamente exibida na RTP Memória. Na altura, quando ainda era uma criança e via a série, as difíceis missões dos agentes especiais faziam as delícias de qualquer um. Hoje, esse fascínio ainda mantém-se em parte por causa dos filmes.

Foi em 1996 que Brian DePalma apresentou-nos o primeiro filme da saga Missão Impossível protagonizado por Tom Cruise. Na altura o filme foi uma lufada de ar fresco a nível de filmes de acção e adorei toda aquela aventura. Quatro anos depois, desta vez pelas mãos de John Woo, surge o M:I-2, com uma nova aventura (quase) impossível. Com mais acção, mais efeitos especiais e com Tom Criuse correndo contra o tempo para recuperar um vírus mortal. Agora, 10 anos depois do primeiro filme a aventura continua. O actor principal mantêm-se, quase tudo o resto altera-se mas a Missão Impossível esta lá.

Esta Missão Impossível III mostra-nos um Ethan Hunt (Tom Cruise) quase a ir de reforma. Na verdade ele já não faz trabalho de campo, limita-se sim a dar formação a novos agentes. Tem uma namorada com quem tenciona casar-se e tirando o facto de que toda a história da sua vida seja confidencial, ele leva uma vida normal e calma ao lado de Julia (Michelle Monaghan), a mulher que ama. Porém, toda a calma da sua vida irá ser alterada quando no dia do seu noivado através do seu superior John Musgrave (Billy Crudup) ele recebe uma missão especial que pode ou não aceitar. Essa missão será resgatar Lindsey Ferris (Keri Russell), uma ex-aluna sua que foi capturada pelo mau da fita Owen Davian (Philip Seymour Hoffman). Toda a acção do filme começa a partir daqui, e apesar de já não estar interessado em trabalhos de campo, devido ao carinho especial que tem por Lindsey, Ethan acaba por aceitar a missão.

Missão Impossível 3

Juntamente com o seu grupo, que tem uma vez mais Luther Strickell (Ving Rhames) e ainda mais outros dois agentes, Declan (Jonathan Rhys Meyers) e Zhen (Maggie Q), eles vão em busca da agente raptada e acabam por conseguir captura-la em Berlim. No entanto, Lindsey acaba por morrer sem conseguir contar a Ethan algo muito importante para a trama toda. Ela era a única pessoa que tinha conhecimento que dentro da agencia existe um traidor que mantêm contactos com Owen Davian, um perigoso activista do comércio ilegal que tenta descobrir o paradeiro de algo com o nome de código " A Pata de Coelho". Devido a esse resgate, o protagonista vê-se envolvido em algo com o qual tem poucas informações. Para além de Berlim, a aventura dos agentes passa ainda pelo Vaticano, para uma tentativa de capturar o traficante do comércio ilegal assim como também passa por Xangai, onde ai, o protagonista terá que salvar aquilo que mais ama na vida.

Para além de Tom Cruise que uma vez mais interprete o perfeito papel de um herói, para além de Ving Rhames, que proporciona-nos alguns momentos de grande descontracção, este novo filme conta ainda com o vencedor do Oscar de Melhor Actor deste ano, Philip Seymour Hoffman, que apesar de aparecer em poucas cenas interpreta um vilão fantástico. Eu pessoalmente nunca gostei deste actor, mas admito que gostei muito desta sua personagem.

Com muita acção, com muitas explosões em carros, aviões, pontes, com muitos tiros, com alguns momentos de comédia, com efeitos especiais, com saltos a arranha-céus, com muita corrida... não há dúvidas! Tom Cruise fez a escolha certa em escolher J.J Abrams para dirigir esta nova missão. Ansiosamente vou esperar pelos novos projectos deste grande realizador, que tenho a certeza que ainda terá muito para mostrar ao mundo.

Riccardo às 20:18
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Terça-feira, 2 de Maio de 2006

Filmes 2006 - Vem Comigo


Vem Comigo

Realizado por Clément Virgo e protagonizado por Lauren Lee Smith e Eric Balfour, tudo nomes que eu desconheço, este Vem Comigo é um filme de poucas palavras e de muitas imagens com acção (sexual). No entanto, este filme surpreendeu-me pelo lado positivo, porque fui vê-lo sem conhecer nada a seu respeito e gostei.

Vem Comigo conta a história de Leila, uma mulher sexualmente insaciável que estabelece relações com homens através de breves encontros sexuais. Numa noite, enquanto diverte-se numa festa ela acaba por conhecer David e imediatamente existe uma enorme química entre os dois. Nessa noite, entre os dois nada de mais acontece, isto porque David mantém uma estranha relação com uma mulher e Leila para o provocar acaba por ter sexo com um jovem.

Dias depois, ambos voltam a encontrar-se. Sentem-se mutuamente atraídos e por isso iniciam uma relação em que a sedução e o prazer não têm limites e onde o sexo é uma forma de comunicação, já que tanto ele como ela quase nunca falam. Por entre essa relação que baseia-se apenas em sexo, a história centra-se também na vida familiar de cada um deles. David vive com o pai inválido e trata-o com muito carinho. Já Leila vive só, e passa o tempo todo a ver filmes eróticos em busca do prazer. Ela vive o drama da separação dos pais e ainda tem uma amiga prestes a casar com o homem que ama apesar de manter relações sexuais com o ex-namorado.

Neste filme o amor esta em segundo plano. Mas quando Leila e David começam a aperceber-se que o seu relacionamento é diferente de tudo aquilo que já sentiram, ai sim, começamos a ver que entre eles, à maneira de cada um, existe o amor.

Sem qualquer complexos, este filme é diferente, mostra tudo e é um filme razoável.

Riccardo às 18:53
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Segunda-feira, 1 de Maio de 2006

Filmes 2006 - Os Produtores


Os Produtores

Este filme tem piada e tem muitos momentos "alegres" em que podemos soltar algumas boas gargalhadas. Mas eu não tencionava ver este musical. Apenas já o vi porque fui ao cinema com a minha mãe e para ela teria que ser uma coisa mais soft. Acabamos por optar por ver The Producers e não nos arrependemos.

Inicialmente, nos primeiros minutos do filme achei tudo muito absurdo e chato, mas foi através do absurdo que depois comecei a achar piada. Não sou muito adepto de filmes de comédia, apesar de adorar musicais, mas com este filme baseado numa famosa produção da Broadway consegui descontrair e rir, rir muito! Ri-me da história, das personagens e das pessoas que encontravam-se na mesma sala a assistir ao filme (que mau que eu sou!).

Os Produtores conta a história do produtor Max Bialystock que está desesperado porque nenhum dos seus espectáculos sobrevive à noite da estreia. Por isso, quando o contabilista Leo Bloom lhe diz que teoricamente poderia ficar mais rico produzindo um fracasso que um êxito (mas... enganando os investidores), uma luzinha acende-se na sua mente: fará uma obra destinada ao fiasco, o musical Primavera para Hitler, e fugirá com o dinheiro. O que Bialystock não consegue prever é que a peca será um enorme êxito. E isso aconteceu com o filme enquanto via-o. Do filme que parecia ser um enorme flop, de repente deparei-me com um filme muito bom. Com uma comédia hilariante que fez-me rir como a muito não o fazia.

Os Produtores

Matthew Broderick e Nathan Lane, estrelas da versão Broadway de Os Produtores, repetem os seus papéis no grande ecrã, com outros membros do elenco teatral, como Gary Beach e Roger Bart que protagonizam uma dupla de encenadores com muitos momentos “alegres”. Para além deles, este filme é também abrilhantado pelo actor Will Ferrel que interpreta um alemão (com alguns problemas mentais) que canta e dança com as suas fieis pombas. Quanto ao papel feminino, que ao que parece estava destinado a ser para Nicole Kidman, quem acabou por interpretar uma sensual, sexy e provocante sueca de nome Ulla foi mesmo a actriz Uma Thurman que com o seu “certinho / direitinho” acabou por dar a sua graça num género ao qual não estou habituado a vê-la. Mas Uma é Uma e como sempre ela desempenhou o seu papel na perfeição, dançando, cantando e encantando.

Recheado de cenas muito cómicas como as do cobertor azul, do “yesssssss” mais longo de toda a história do cinema, da mítica frase “break a leg” para desejar boa sorte na estreia de uma peça até ao aparecimento de um Hitler muito gay. O filme reserva-nos duas horas de pura diversão, e para uma tarde de sábado o filme foi genial.

Riccardo às 11:04
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Domingo, 30 de Abril de 2006

Filmes 2006 - Hostel


HOSTEL

Hoje vou falar-vos de Hostel, um filme muito, muito forte que não recomendo de forma alguma a pessoas mais sensíveis e nem mesmo a pessoas fracas de estômago. Apesar de já ter visto muitas opiniões em relação ao filme, uns dizendo que gostava, outros nem por isso, eu gostei do filme. À sua estranha maneira, Hostel contém 95 minutos de boa "diversão".

Realizado por Eli Roth, o mesmo criador de A Cabana do Medo, que ainda não tive a oportunidade de ver, este filme conta com a preciosa assinatura de um realizador que admiro muito, mais pelo seu trabalho em Kill Bill. Trata-se de Quentin Tarantino e confesso que inicialmente fui com a ideia de ver Hostel, mais por causa do Quentin. A verdade é que depois mudei de ideias. Este Hostel esta muito bem feito, muito bem contado e é assustador. Tem cenas de levar ao vómito (que horror!), por isso volto a informar, Hostel não é aconselhado a pessoas fracas de estômago.

A história anda em torno de três jovens de férias que estão a visitar algumas cidades europeias. Eles são Paxton (Jay Hernandez) Josh (Derek Richardson), ambos americanos e ainda Oli (Eythor Gudjonsson), um islandês que se junta aos dois amigos para divertirem-se pelas cidades europeias. Josh é dos três o mais calmo e aquele que tenciona conhecer museus. Mas o que Paxton e Oli pretendem nessas férias, é sexo, muito sexo com mulheres bonitas. Por isso é em Amesterdão, que ao conhecerem um jovem, eles resolvem por momentos adiar a sua visita a Barcelona e passarem por Bratislava, onde segundo esse novo amigo, lá conseguirão encontrar sexo rápido e fácil. Eu fico a pensar, o que fazem esses jovens pelo sexo?! Mas coitados, pelo sexo esses três amigos irão arrepender-se.

Já em Bratislava eles instalam-se num "hostel" muito estranho. Com muita gente jovem e de várias nacionalidades. Ali eles comprovam aquilo que lhes tinham dito. Na pequena cidade eles conseguem mesmo ter aquilo que querem para divertirem-se, pois até os quartos são mistos entre homens e mulheres. Felizes da vida, eles conhecem raparigas, tem os seus momentos de loucuras, sexo e ainda algo mais... algo que não passaria na cabeça de ninguém que estaria a passar férias e que o objectivo principal seriam passar bons momentos.
Hostel A verdade é que o filme tem um longo momento onde apenas mostra os desejos dos três jovens, e só no final da meia hora é que vem o principal. Mas o filme todo, mostra o horror em geral. E uma das cenas que deixou-me bastante arrepiado, sem nem mesmo haver sangue, foi quando na viagem de Amesterdão para Bratislava eles encontram-se com um estranho homem, com um diálogo ainda mais estranho, falando do prazer de comer carne e de comer com as mãos. Uma cena excelente, onde logo ai apercebemo-nos do destino de cada um deles.

Com berbequins, serras eléctricas, machados e tantos outros utensílios de tortura a mistura, os três amigos que procuravam prazer irão depois perceber que eles é que irão dar prazer a pessoas macabras que por muito dinheiro, pagam a uma sociedade ainda mais macabra, para poderem torturar e matar jovens como eles. Enfim, já se prevê então como será o fim das férias e das vidas deles.

Hostel é um bom filme. Não é nenhuma obra prima mas deve ser apreciada pelos amantes do género. O triste deste filme, é saber que infelizmente filmes desses acontecem na vida real e isso torna o filme ainda mais assustador. Algumas dessas histórias reais estão relatadas no site do filme. Mas não vamos pensar nisso...

Riccardo às 14:55
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Sábado, 29 de Abril de 2006

Filmes 2006 - Infiltrados


Infiltrados

Este novo filme de Spike Lee é sem dúvida alguma, uma obra-prima e na minha opinião é o melhor filme do realizador. Tem uma história muito bem contada de um estranho assalto a um banco e conta com a presença de grandes artistas. Tudo no filme esta verdadeiramente excelente, por isso recomendo uma da ao cinema.

Inside Man conta a história de Dalton Russel (Clive Owen), um inteligente assaltante, que organiza (muito bem organizado) um assalto a um banco. Mas quando falamos em assalto, presume-se que os assaltantes vão ao banco para roubar o dinheiro. Neste filme, isso não acontece! Dalton e seus parceiros, que quase nunca sabemos na verdade quem são, entram no banco e fazem de reféns todos os empregados e clientes que encontram-se no interior do edifício. O detective contratado para dialogar com o assaltante é Keith Frazier (Denzel Washington), que irá fazer de tudo para que esta história termine da melhor forma, apesar das suas atitudes não serem apoiadas pelos seus superiores.

No meio de todo esse assalto, por intermédio do dono do banco (Christopher Plummer), surge Madeline White (Jodie Foster). Ela pretende negociar com o criminoso e parece esconder as suas verdadeiras intenções. Isto porque na verdade, para além do muito dinheiro que o banco tem, do qual os assaltantes não dão a mínima importância, o banco tem ainda algo muito mais valioso que só o dono do banco tem conhecimento. E se isso for do conhecimento público, sérios problemas trará para o dono. Por isso entra a negociadora, que por um preço alto irá tentar limpar a imagem do grande homem do banco. O desempenho da Jodie Foster, apesar de pequeno é como em todos os trabalhos em que ela participa deslumbrante. Os dois protagonistas estão também muito bem no filme, mas não podemo-nos esquecer de outros actores, como Willem Dafoe e Chiwetel Ejiofor que também brilharam neste thriller fantástico. A banda sonora do filme, muito original, dá um ritmo alucinante ao filme.

Não sei mais o que dizer sobre este Infiltrados. Apenas digo-vos que se querem passar um bom momento vejam este filme pois vale mesmo a pena!

Riccardo às 23:15
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Junho 2006

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Nome: Riccardo Fornasari
Idade: 25 anos
Adoro... Escrever
Sou viciado em... Cinema
Meu e-mail é... evcine@sapo.pt

Se querem saber mais sobre mim podem sempre enviar e-mails com as vossas questões, sugestões ou comentários...

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